Filipa Oitavén

Filipa Oitavén is a PhD researcher within the ABC Futures, working in Mozambique.

ABOUT Filipa Oitavén

(Português abaixo)
 
Filipa Oitavén is a PhD researcher with the ABC Futures group, working in Mozambique.
 
She is an applied anthropologist whose work is shaped by years of learning and working alongside communities living in landscapes where land and community wellbeing are deeply intertwined, and where local futures have become central to global climate and biodiversity agendas. Her interest in this work is grounded in questions of governance: how responsibility for protecting land is distributed, how decisions are made, and how environmental goals are shaped through people’s own aspirations for their lives and territories.
 
Over the past decade, Filipa has worked alongside mountain and coastal communities in Mozambique, particularly in the Mount Namuli region and more recently in the mangroves of Zambézia Province, as well as with pastoralist communities in Samburu County, Kenya. In these contexts, she has supported processes related to land governance, livelihoods, and restoration, while working closely with organizations, funders, and public institutions. This has given her insight into how global climate and environmental agendas meet local realities, and how community wellbeing and ecological priorities are negotiated on the ground.
 
Her PhD research focuses on how communities living in and around Gorongosa engage with Park initiatives over time, and on how local knowledge, everyday life, and collective decision-making shape both conservation and livelihoods. 
 
Through ABC Futures, Filipa aims to contribute research that helps build collaborations where communities can engage with conservation agendas with greater understanding, support, and agency as they care for their lands and the ecosystems we all depend on.
 
 
(Português)
 
Filipa Oitavén é investigadora de doutoramento no grupo ABC Futures, com trabalho de campo em Moçambique.
 
É antropóloga aplicada e tem trabalhado, ao longo dos últimos anos, com comunidades para quem a terra, os modos de vida e o bem-estar colectivo estão profundamente ligados. O seu interesse pela conservação e pelas respostas às crises climática e da biodiversidade nasce precisamente desse contacto próximo com territórios onde as decisões ambientais têm consequências muito concretas na vida das comunidades locais.
 
Ao longo da última década, trabalhou em contextos de montanha e costeiros em Moçambique, sobretudo na região do Monte Namuli e, mais recentemente, nos mangais da Zambézia, bem como com comunidades pastorícias no norte do Quénia. Nestes lugares, acompanhou processos ligados à governança da terra, aos meios de subsistência e à restauração ecológica, em colaboração com organizações não governamentais, financiadores e instituições públicas.
 
Estas experiências levaram-na a interessar-se pela forma como as grandes agendas de clima e biodiversidade se ganham expressão no terreno e como as prioridades ecológicas são negociadas no quotidiano das comunidades: quem decide, quem assume responsabilidades, que espaço existe para as prioridades das comunidades e como se constroem, na prática, relações mais justas entre conservação, território e bem-estar.
 
A sua investigação de doutoramento centra-se nas relações que se vão construindo entre as comunidades que vivem dentro e em redor do Parque Nacional da Gorongosa e as iniciativas de conservação promovidas nesse território.
 
No âmbito do ABC Futures, Filipa procura contribuir para formas de colaboração mais inclusivas, em que o cuidado com os ecossistemas esteja ligado ao bem-estar das comunidades e em que estas possam participar nas agendas de conservação de forma informada, com apoio adequado e com verdadeira capacidade de decisão sobre os seus territórios.

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